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Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo. Um 96299

Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Um fator até pouco tempo negligenciado deve entrar na conta do desmatamento da Amazônia dentro de alguns anos. As chamadas florestas secundárias, produto da regeneração da mata após a derrubada, devem começar a ser contabilizadas pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes).

O rebrotamento de florestas não reconstitui toda a biodiversidade, mas pode ser relevante no longo prazo. Sabese, por exemplo, que florestas secundárias podem reabsorver até 15% do carbono emitido pela perda da mata primária – o que ajuda a reduzir o efeito estufa. Só que esse dado não entra na conta dos milhões de toneladas de carbono que a destruição da Amazônia lança no ar por ano, porque ainda não se mediu a capacidade de “ressurreição” da floresta.

Estudos mostram que alguns proprietários de terras abandonam certas áreas ao longo do tempo e nelas a vegetação pode começar a regenerar-se. Não se sabe ainda com que intensidade esse fenômeno acontece na Amazônia. Entender o que ocorre nas florestas secundárias também é importante, porque elas podem ser cortadas novamente para suprir parte da demanda por madeira e voltar a receber pasto.

Os fatores que influenciam o grau de regeneração das matas, porém, são inúmeros, e não é tão simples prever como uma área desmatada e depois abandonada se comportará. Tudo isso depende, por exemplo, do tipo de uso que a terra teve antes. Um terreno desgastado por pastagens durante muito tempo pode se recuperar mais lentamente do que outro, submetido à agricultura com rotação de culturas. A proximidade do trecho desmatado com áreas de floresta primária também conta. Terras muito isoladas não estão sujeitas a processos de polinização e semeadura naturais. “Se houver um banco de sementes próximo, em uma área florestal ainda grande, com pássaros, ou algum vetor que possa trazer sementes, ela pode recuperar parte da biodiversidade”, explica um pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

 

(Adaptado de Rafael Garcia. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de junho de 2006, p. 10)

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