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Texto.O Estado brasileiro dos anos 90 hesitou em tornar-se u 49753

Texto.O Estado

brasileiro dos anos 90 hesitou em tornar-se um Estado normal, como

fizeram a Argentina, o Chile, o México e outros. Normal, isto é,

receptivo, submisso e subserviente aos comandos das estruturas

hegemônicas do mundo globalizado. O passado nacional de sessenta anos

somente foi avaliado de forma negativa por um grupo de economistas que

aprenderam nos programas de pós-graduação dos Estados Unidos da América

(EUA) o credo neoliberal e estavam dispostos a aplicá-lo quando se

tornavam autoridades da República. Esses economistas e algumas outras

autoridades, cujo pensamento com eles se conformava, esforçaram-se por

difundir a noção de globalização benéfica. Apesar de deter a maior soma

de poder em matéria de relações internacionais do país, a esfera das

relações econômicas, o grupo não se tornou hegemônico sobre a

inteligência nacional do Brasil, como ocorreu em boa medida com o grupo

epistêmico da Argentina. A maior parte do meio político, talvez possamos

dizer o mesmo do meio diplomático, mas sobretudo do meio acadêmico,

avaliou positivamente a estratégia de desenvolvimento brasileiro das

últimas décadas e avançou o conceito de globalização assimétrica, que

expressa uma interpretação mais nociva que benéfica para a periferia do

capitalismo. O próprio presidente da República, embora ideologicamente

simpático à expansão do neoliberalismo, usou o termo em conferências

públicas, com o fim de denunciar efeitos contraproducentes da nova ordem

internacional.Amado Luiz Cervo. Relações internacionais da América Latina: velhos e  novos paradigmas. Brasilia: IBRI, 2001 p. 293-4 (com adaptações).No Brasil, a discussão em torno do conceito de globalização levou o presidente da República a abordar esse tema na abertura da sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em novembro de 2001. Com o auxílio do texto, julgue o item que se segue, a respeito do lugar do Brasil e da América Latina na globalização.Embora um forte setor governamental no Brasil, o econômico-financeiro, tenha defendido o conceito de globalização benéfica, setores adjacentes não acreditaram no automatismo da equação que associa liberalização e privatizações às necessidades do desenvolvimento econômico e social da nação.

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